quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Tudo tem um começo

Vez por outra, eu ainda me pego folheando os antigos cadernos da escola. Em meio a poeira que sobe, eu me pergunto: "Por que passou tão rápido?". É engraçado como eu sou capaz de fechar os olhos e sentir até o cheiro daquela época. Minha letra era diferente do que é hoje, talvez um pouco mais doce e redonda, cuidado que o tempo escasso já não me permite ter. Os amigos já não são os mesmos. Hoje, são mais maduros, mais duradouros, mas como não sentir saudade das conversas sem sentido, das brincadeiras quase sem graça e das implicâncias infantis?

É estranho sentir falta de um tempo onde o próprio corpo era estranho e tudo era motivo pra timidez. É ainda mais estranho sentir falta dos "primeiros dias de aula", a redescoberta, os novos colegas, o cheiro de papel chamex que a secretaria sempre pedia. Era bom ver que a cantina tinha mudado e que a quadra continuava lá pronta para a recreação. Era assustadoramente bom acordar cedo com aquela chuva fina pra ouvir ensinamentos de matemática e química. Droga, por que passou tão rápido?

É tudo muito estranho! Tanta gente passou pela minha vida, fez parte da minha história e hoje eu mal vejo. Muitos, eu nem sei por onde andam, mas alguns são inesquecíveis, eu sinto saudade. Não foi à toa que guardei esses cadernos velhos. O que sou eu senão meus pensamentos, minhas lembranças, mesmo as mais bobas? É tão bom saber que um dia fomos felizes, principalmente porque nos damos conta que basta querer e, inevitalmente, iremos voltar a ser.

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