sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Formiga e o Elefante


Escrevi esse pequeno e singelo poema há algum tempo e, por incrível que pareça, numa dessas situações que não se explica, ele me preencheu a alma de uma maneira inexplicável, como se estivesse me acalentando ao mostrar que não importa o quanto lutemos por um amor impossível, por maior que ele seja. Pessimismo? Talvez! Realismo? Com certeza!


A Formiga e o Elefante

Inicio agora a narração
De um amor improvável
Entre um elefante fanfarrão
E uma formiga amigável.

A formiga trabalhadora
O elefante, roncador
No caminho da lavoura
Descobriram o amor.

Ela marchava em fila
Com uma folha sobre a moleira
Resolveu descansar tranquila
Sob a sombra de uma mangueira

O elefante se aproximou
E quase esmagou a formiga
Mas uma desculpa bastou
E ela logo virou sua amiga.

Mas essa amizade se transformaria
Num sentimento promissor
A convivência faria
Amizade virar amor

Mas eram tão opostos
Que esconderam o sentimento
Eles estavam dispostos
A escolher o sofrimento.

Não demoraram muitos dias
E eles logo se entregaram.
Um namoro surgia
Para surpresa dos que desacreditaram

Era um namoro sem beijo
Já que ele era tão grande e ela pequena
Eles viviam de desejo
E todos os outros, de pena.

Só que o amor era intenso
E longo tempo duraria
Mas o elefante tão tenso
Um beijo à formiga pediria.

A formiga subiu em seu rosto
e lhe deu um beijo de conto de fada
Mas para o seu desgosto
Não sentiria nem uma picada.

O elefante de repente se sentiu sozinho
E logo pôs-se a chorar
Como iria viver sem o carinho
De alguém que só sabia amar?

E a história terminaria tragicamente
Diferente de como começou
O elefante se culpou pra sempre
Por que a formiga em sua lágrima, se afogou.

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